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11/02/2004 00:58
Hoje eu estava saindo de casa quando de repente eu vi uma revista de mulher em cima da mesa da sala. Uma dessas Marie Claire, Claudia, sei lá. E quem estava na capa? Drew Barrimore. Aqueles que me conhecem, especialmento o Modesto, sabem o que eu penso da indivídua. Lembram das Panteras? Pois bem, a Lucy Liu eh maravilhosa, a Cameron Diaz eh muito gata e a Drew Barrimore... bem, ela tenta, né, fazer o quê? Ela só tá no filme porque é uma das produtoras. O que na minha opinião é um tanto pretensioso da parte dela. Mas enfim, também não é nenhum monstro. Voltando ao assunto. Ela estava na capa da revista. E estava simplesmente maravilhosa! Foi um tal choque que eu fiquei lá, encarando a dita cuja, num estado de confusão mental que não sabia mais que cabeça estava pensando.
E estava eu lá, sendo surrado pelos meus hormônios, quando lembrei de um troço que eu li. (Nota: Aqueles que acreditam em psicanálise ou os que se acham engraçadinhos, por favor se abstenham de fazer o óbvio comentário que vai passar na cabeça de vocês quanto ao que vem a seguir...): Aparentemente, basta mostrar um objeto de um certo tamanho meio ovalado, em forma de pêra ou lâmpada, que os perus (não disse? sabia...) ficam num alvoroço só, e começam a querer acasalar com o dito objeto. Parece ridículo, e é mesmo. Agora compare a situação. Diogo está em casa, na boa, indo pra escolinha, quando de repente se depara com uma imagem bidimensional, sem cheiro ou ferormônios, bem menor do que uma mulher de verdade e qual o resultado? Fica que nem aqueles lobos de desenho animado, uivando e babando com os olhos saltando das órbitas. Não que eu me leve muito a sério, mas eu gosto de pensar que eu tenho mais dignidade que um peru, aquela ave esquisita. Mas parece que não. Inclusive, se eu fosse adolescente, a sequência lógica seria ir correndo com a revista pro banheiro, o que fatalmente resultaria exatamente naquilo que todos vocês, seus mentes sujas (especialmente vocês, modesto e bárbara), estão pensando.
Agora o meu ponto (que já está claro, mas quem se importa com redundância?): Eu simplesmente não acho a Drew Barrimore atraente. Mas basta um fotógrafo achar o ângulo certo, um produtor botar a roupinha certa pra realçar o que a baiana tem e esconder o que não tem (ou tem demais), um photoshop básico e pronto! Viro um peru (mais uma vez, contenham-se crianças, por favor), um ser descoordenado e ridículo, o Homer Simpson olhando prum Donut.
Eu confesso que fiquei perturbado com a situação. Mas também, que que o mulherio lá de casa tá achando? O negócio é o seguinte: estou morando com três mulheres. Em teoria tem mais dois caras na casa, mas um nunca aparece (mesmo, faz quase um mês que eu estou na casa e ainda não o vi, acho que ele meio que mora com a namorada), e o outro mora no porão, com todas as qualidades que se pode deduzir que alguém que mora no porão tenha. Na realidade, acho que ele só é tímido, e como ele tem o porão pra ele, é como se fosse um apartamento separado do resto da casa. Também nunca o vi. Resultado: Diogo + 3 mulheres. Na realidade, só uma é bonitinha. Mas são todas simpáticas.
Voltando ao assunto. Eu, na minha ingenuidade masculina, sempre achei que seria tranquilo dividir apartamento com mulher. Eu sou limpinho, razoavelmente organizado (menos no meu quarto), e tenho cara de bom moço, o que reduz a possibilidade de as meninas me tomarem por um ogro, o que, vamos ser sinceros, a maioria dos homens são, eu incluído. Mas eu nunca parei pra pensar na possibilidade de que talvez elas é que fossem ser problemáticas. Não estou falando de nada relacionado a desorganização, odores ou higiêne pessoal, mas sim à imensa quantidade de revistas femininas que essas mulheres compram e deixam espalhadas pela casa. Vocês não imaginam o martírio que é estar tranquilamente em casa, indo pegar um simples e inocente copo d'água e se deparar com um catálogo da Victoria's Secret com a Gisele Bundchen de bikini em cima da mesa da sala. Não dá prum cristão estudar nestas condições! Saio do quarto pensando em restrições de localidade de operações sintáticas e volto mandando o Chomsky tomar no cu. Vocês já viram o que Drew Barrimore + produção fazem comigo, agora imaginem o que é a Gisele Bundchen + produção da Victoria's Secret. É demais pro meu pobre corazón.
Mas morar com as mulheres tem seu lado interessante. Por exemplo, volta e meia eu chego em casa e estão elas na sala conversando. O assunto revolve, como era de se esperar, sobre seus respectivos relacionamentos, ou a falta dos mesmos. Como mulé tem problema com homem, meu deus! Dito isso, o reverso também é verdade, mas eu estou tentando resgatar meu lado porco chauvinista, que está sendo mantido em vigilância no canto da sala, olhando pra parede com chapéu de burro. E eu fico lá, fazendo coro que homem não presta mesmo. O bom é que eu não preciso realmente mentir, dado que muito homem não presta mesmo. Eu só omito a minha opinião sobre o outro lado da moeda. Pronto, está aí a receita pra você começar a virar o amigo gay. Acho que vou começar a coçar acintosamente o saco e a cuspir no chão, pra não despertar dúvidas. Ou não.
Enfim, já estou enrolando há um tempo o trabalho que eu tenho que entregar amanhã. Mas não consigo deixar de especular (ô palavrinha linda, hein) como teria sido meu dia se não tivesse visto a Drew Barrimore hoje de manhã. Malditos perus.
PS: O que uma configuração de teclado não faz. Finalmente lembrei de mudar pro teclado brasileiro, o que significa que posso usar acentos. Daí a realmente lembrar de usar já são outros quinhentos...
enviada por dalazal
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