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26/02/2004 20:31
Pelo menos alguem no meu departamento esta vivendo la vida loca
enviada por dalazal
26/02/2004 18:10
Nota quanto ao post abaixo, mais especificamente quanto ao link do pinguim:
Eu so reparei que o bicho se revoltava depois de ter postado o link. Apesar de engracadinho, esse desfecho reduz drasticamente o potencial nonsense da coisa, tornando a animacaozinha em Flash bonitinha, mas ordinaria. Melhor seria o "poke the penguin" em que nada acontecesse. Retiro o adjetivo "genial" da descricao do link.
Sim eu sonho com o dia em que Monty Python voltara a vida. "Albatross, Albatross..." (vejam o show deles no Hollywood Bowl, please)
ps. badger badger badger badger, mushroom mushroom... A snake a snake oh it's a snake... badger badger badger badger...
enviada por dalazal
20/02/2004 13:05
Para os que acreditam que nao ha mais genialidade no mundo ou para aqueles que tem uma conexao razoavel e muito tempo livre:
http://starterupsteve.servepics.com/swf/badger.html?
http://starterupsteve.servepics.com/swf/poke_penguin.html?
enviada por dalazal
14/02/2004 08:15
3 horas da manhã. Laboratório. Acabei de voltar da night. Não estou com sono, então resolvi passar aqui antes de ir pra casa.
Saí com David, Shiva e simpatizantes. Bar-boate latina. Muita mulher bonita. Muita mulher feia. Muita gente. Música muito alta e de gosto duvidoso. No começo tudo bem, rindo e falando besteira. David pra variar começa a beber e a dar em cima de todas as meninas que cruzam seu caminho. Tenho que admirar a seriedade dele em pegar alguém.
Shiva e simpatizantes resolvem ir embora. David e eu não. Estava de apoio moral pra ele. No começo o flerte até que estava engraçado. Depois maçante, pra em seguida tornar-se insuportável. E David depois de bêbado fica agressivo, fala pra gente se separar porque ele acha que eu fico na aba dele, e que ele já tem dificuldades suficientes em abordar as meninas, e que se nós formos juntos elas vão invariavelmente me preferir, afinal sou tímido e brasileiro (!). Tou cagando, não estou afim de pegar ninguém, estou lá só pela farra. Mas ele tá bêbado, beleza, vou deixar o cara na dele e ir pro andar de cima.
Raiva. Porque eu estou ali? Em volta tá cheio de gente. A gostosa do meu lado acha que só porque me deixa de pau duro pode me tratar feito merda, quando tudo o que eu queria saber eram as horas. Ódio das latinas, que acham que só porque sabem rebolar os homens vão cair em cima. Ódio dos homens, que caem em cima. Ódio das americanas que sabem rebolar, e por isso se acham latinas. Ódio da bartender por ser muito gostosa, saber disso e deixar bem claro que sabe que é, que sabe que você sabe que ela sabe que é, e que mesmo assim (ou por isso mesmo) ainda vai sair com uma gorjeta melhor do que a da colega. Ódio do bartender por ser mais forte do que eu. Ódio do dono do bar por ter contratado os dois. Ódio dos latinos que acham que porque sabem rebolar são o rei da cocada preta. Ódio dos latinos que só faltam latir se vc se aproxima de alguma mulher no grupo deles, nem que seja pra pedir licença pra passar. Ódio dos pretos e dos latinos por dividirem o posto de machos calientes e exóticos, por serem estereótipos de si mesmos, e ódio do David, por ser o estereótipo do americano supostamente aberto e que basta beber pra começar a falar merda a respeito dos outros. Ódio das barbies dançando com os pretos como se fosse normal por aqui, quando na verdade é só pra fazer tipo. Ódio de saber que todo mundo ali sabe disso. Ódio de saber que todo o processo é consciente, e quem nem se enganar eles tentam. Ódio da cerveja a 5 dólares. Ódio de estar malvestido. Ódio de me incomodar com isso, quando tem um Sikh de turbante e barba bebendo água no bar super na dele. Ódio de estar tanto barulho que não consigo conversar com ninguém. Ódio das mulheres com decotes ousados que reclamam dos caras dando em cima, quando puseram o decote justamente pra isso. Ódio dos caras que acham que se a mulher tá com decote é porque tá querendo. Ódio dos caras que dão em cima de todas as mulheres que passam. Ódio das mulheres que ficam com eles. Ódio das mulheres que olham pra mim, olham pra mim e não falam comigo. Ódio das mulheres em geral, que assumem que os homens é que tem que chegar. Ódio da lógica simplista das razões evolucionárias pra este comportamento. Ódio de todo mundo que vai dizer que a razão é cultural. Ódio do DJ por tocar Technotronic seguido de C&C Music Factory. Ódio de invejar o Masaya por estar trabalhando no departamento sexta a noite. Ódio de saber que ele se acha o máximo por estar trabalhando sexta a noite, quando poderia muito bem trabalhar de manhã, em vez de dormir o dia todo por que trabalhou a noite toda. Ódio de como isso me lembra de mim mesmo. Ódio da minha preguiça. Ódio da minha namorada, que está na Alemanha. Ódio de mim, que estou aqui. Ódio do Oceano Atlântico, por ter muita água. Ódio das minhas finanças. Ódio da cerveja a cinco dólares. Muito ódio da cerveja a cinco dólares. Ódio dos 45 reais que eu tomei de cerveja. Muito ódio do DJ, que está abusando do Gipsy Kings. Ódio da bartender, por ser realmente muito gostosa. Ódio da latinidad. Ódio das próteses de silicone. Ódio das gordas dançando alegremente tentando disfarçar o profundo mal estar com o próprio corpo fingindo que ele não existe. Ódio dos tímidos por serem tímidos. Ódio dos tímidos por fingirem estarem a vontade com a própria timidez. Ódio dos marombeiros com músculos e egos inchados. Ódio de saber que 90% das pessoas dali estão com medo. Ódio de saber que os outros 10%, embora mais felizes, mas são provavelmente uns idiotas. Ódio de mim por saber que vou tocar uma punheta pensando numa (ou mais) das mulheres que estavam na boate antes de dormir. Ódio dos Ursinhos Carinhosos, provavelmente a idéia mais idiota que alguém já teve. Ódio de todas as vezes que trepei sem camisinha. Ódio de todas as vezes que magoei alguém. Ódio dos medíocres, que dão espaço pros 171s da vida. Ódio dos que não são medíocres, mas que toleram os 171s justamente por que isso os legitima a serem 171s eles próprios. Ódio dos anões do orçamento, do juiz Nicolau, dos que tacaram fogo no Galdino e da classe média carioca. Ódio de ser tão parecido com o Thiago que quando estou com ele tenho que me transformar só pra deixar bem claro que não sou parecido com ele. Ódio da vez que quase deixei meu irmão se afogar na piscina e de todas as vezes em que eu senti que ele teve realmente medo de mim. Ódio de todas as vezes que discordei só por discordar, e das vezes que não discordei quando realmente acreditava que precisava. Ódio da minha avó, que morreu sem que eu pudesse vê-la. Ódio de mim, por não tê-la visitado mais vezes antes de ir pra França. Ódio de todas as vezes que fui covarde. Ódio de ler facilmente as pessoas, mas não acreditar nisso. Ódio de ser mais desconfiado do que pobre quando recebe esmola grande. Ódio dos dois árabes que que resolveram engrossar pra cima de mim em Paris, me tomando por um francesinho mimado enquanto eles eram da "banlieu", e por isso "marginalizados", quando provavelmente tinham mais dinheiro do que eu. Ódio de não ter quebrado a cara deles. Ódio dos meus amigos que não atualizam seus blogs e não deixam comentários no meu. Ódio de não saber se sou médium, epiléptico ou pajé (ou os três). Ódio da Ellen por ser tão mais foda do que eu. E de saber que ela não vai dar pra mim. Ódio do Ivan por ser tão tranquilo na vida. Ódio de ainda não falar alemão. Ódio do zumbido irritante do laboratório, que começa exatamente às 22:30 da noite e termina exatamente às 6:30 da manhã. Ódio da guardinha da estação de metrô multando um cara só porque ele estava fumando, quando a estação era aberta, não tinha placa de probido fumar, eram quase três da manhã e só tinham 4 pessoas na plataforma. Ódio do cara, por estar sendo um puta dum escroto pra cima da guardinha, que só estava fazendo o trabalho dela. Ódio de concordar com ele. Ódio de todos os malentendidos do mundo. Ódio de você, caro leitor. Ódio do dilema do prisioneiro. Ódio de saber que lá fora tem muita gente com ódio de verdade, não essa minha raivinha infantilóide, estilizada e pequena. Ódio do ginásio, que já está fechado, quando tudo o que eu queria agora era nadar até não aguentar mais. Ódio de ter medo da minha ex-orientadora de mestrado. Ódio da vulgaridade absoluta deste texto, e da inutilidade destes bytes no cyberespaço (seja lá o que isso signifique). Ódio de saber que vou reler esta merda antes de publicar. Ódio de não saber se ornintorrincos dariam bons animais de estimação. Ódio das vezes que me faltou tesão, no que quer que seja.
enviada por dalazal
13/02/2004 23:25
Encontrei isso por aí, no meio da zona que é a internet. Capturou minha crise momentânea:
Where to Publish Your Paper
1) If you understand it and can prove it, then send it to a journal of mathematics.
2) If you understand it, but can't prove it, then send it to a physics journal.
3) If you can't understand it, but can prove it, then send it to an economics journal.
4) If you can neither understand it nor prove it, then send it to a psychology journal.
5) If it attempts to make something important out of something trivial, then send it to a journal of education.
6) If it attempts to make something trivial out of something important, send it to a journal of metaphysics.
enviada por dalazal
11/02/2004 00:58
Hoje eu estava saindo de casa quando de repente eu vi uma revista de mulher em cima da mesa da sala. Uma dessas Marie Claire, Claudia, sei lá. E quem estava na capa? Drew Barrimore. Aqueles que me conhecem, especialmento o Modesto, sabem o que eu penso da indivídua. Lembram das Panteras? Pois bem, a Lucy Liu eh maravilhosa, a Cameron Diaz eh muito gata e a Drew Barrimore... bem, ela tenta, né, fazer o quê? Ela só tá no filme porque é uma das produtoras. O que na minha opinião é um tanto pretensioso da parte dela. Mas enfim, também não é nenhum monstro. Voltando ao assunto. Ela estava na capa da revista. E estava simplesmente maravilhosa! Foi um tal choque que eu fiquei lá, encarando a dita cuja, num estado de confusão mental que não sabia mais que cabeça estava pensando.
E estava eu lá, sendo surrado pelos meus hormônios, quando lembrei de um troço que eu li. (Nota: Aqueles que acreditam em psicanálise ou os que se acham engraçadinhos, por favor se abstenham de fazer o óbvio comentário que vai passar na cabeça de vocês quanto ao que vem a seguir...): Aparentemente, basta mostrar um objeto de um certo tamanho meio ovalado, em forma de pêra ou lâmpada, que os perus (não disse? sabia...) ficam num alvoroço só, e começam a querer acasalar com o dito objeto. Parece ridículo, e é mesmo. Agora compare a situação. Diogo está em casa, na boa, indo pra escolinha, quando de repente se depara com uma imagem bidimensional, sem cheiro ou ferormônios, bem menor do que uma mulher de verdade e qual o resultado? Fica que nem aqueles lobos de desenho animado, uivando e babando com os olhos saltando das órbitas. Não que eu me leve muito a sério, mas eu gosto de pensar que eu tenho mais dignidade que um peru, aquela ave esquisita. Mas parece que não. Inclusive, se eu fosse adolescente, a sequência lógica seria ir correndo com a revista pro banheiro, o que fatalmente resultaria exatamente naquilo que todos vocês, seus mentes sujas (especialmente vocês, modesto e bárbara), estão pensando.
Agora o meu ponto (que já está claro, mas quem se importa com redundância?): Eu simplesmente não acho a Drew Barrimore atraente. Mas basta um fotógrafo achar o ângulo certo, um produtor botar a roupinha certa pra realçar o que a baiana tem e esconder o que não tem (ou tem demais), um photoshop básico e pronto! Viro um peru (mais uma vez, contenham-se crianças, por favor), um ser descoordenado e ridículo, o Homer Simpson olhando prum Donut.
Eu confesso que fiquei perturbado com a situação. Mas também, que que o mulherio lá de casa tá achando? O negócio é o seguinte: estou morando com três mulheres. Em teoria tem mais dois caras na casa, mas um nunca aparece (mesmo, faz quase um mês que eu estou na casa e ainda não o vi, acho que ele meio que mora com a namorada), e o outro mora no porão, com todas as qualidades que se pode deduzir que alguém que mora no porão tenha. Na realidade, acho que ele só é tímido, e como ele tem o porão pra ele, é como se fosse um apartamento separado do resto da casa. Também nunca o vi. Resultado: Diogo + 3 mulheres. Na realidade, só uma é bonitinha. Mas são todas simpáticas.
Voltando ao assunto. Eu, na minha ingenuidade masculina, sempre achei que seria tranquilo dividir apartamento com mulher. Eu sou limpinho, razoavelmente organizado (menos no meu quarto), e tenho cara de bom moço, o que reduz a possibilidade de as meninas me tomarem por um ogro, o que, vamos ser sinceros, a maioria dos homens são, eu incluído. Mas eu nunca parei pra pensar na possibilidade de que talvez elas é que fossem ser problemáticas. Não estou falando de nada relacionado a desorganização, odores ou higiêne pessoal, mas sim à imensa quantidade de revistas femininas que essas mulheres compram e deixam espalhadas pela casa. Vocês não imaginam o martírio que é estar tranquilamente em casa, indo pegar um simples e inocente copo d'água e se deparar com um catálogo da Victoria's Secret com a Gisele Bundchen de bikini em cima da mesa da sala. Não dá prum cristão estudar nestas condições! Saio do quarto pensando em restrições de localidade de operações sintáticas e volto mandando o Chomsky tomar no cu. Vocês já viram o que Drew Barrimore + produção fazem comigo, agora imaginem o que é a Gisele Bundchen + produção da Victoria's Secret. É demais pro meu pobre corazón.
Mas morar com as mulheres tem seu lado interessante. Por exemplo, volta e meia eu chego em casa e estão elas na sala conversando. O assunto revolve, como era de se esperar, sobre seus respectivos relacionamentos, ou a falta dos mesmos. Como mulé tem problema com homem, meu deus! Dito isso, o reverso também é verdade, mas eu estou tentando resgatar meu lado porco chauvinista, que está sendo mantido em vigilância no canto da sala, olhando pra parede com chapéu de burro. E eu fico lá, fazendo coro que homem não presta mesmo. O bom é que eu não preciso realmente mentir, dado que muito homem não presta mesmo. Eu só omito a minha opinião sobre o outro lado da moeda. Pronto, está aí a receita pra você começar a virar o amigo gay. Acho que vou começar a coçar acintosamente o saco e a cuspir no chão, pra não despertar dúvidas. Ou não.
Enfim, já estou enrolando há um tempo o trabalho que eu tenho que entregar amanhã. Mas não consigo deixar de especular (ô palavrinha linda, hein) como teria sido meu dia se não tivesse visto a Drew Barrimore hoje de manhã. Malditos perus.
PS: O que uma configuração de teclado não faz. Finalmente lembrei de mudar pro teclado brasileiro, o que significa que posso usar acentos. Daí a realmente lembrar de usar já são outros quinhentos...
enviada por dalazal
04/02/2004 01:00
"First Iraq, then France"
O paralama de um caminhao me disse isso hoje de manha.
Estou com medo.
enviada por dalazal
01/02/2004 01:36
Houve um tempo em que era cool ser "politizado". "Alienado" era um xingamento e ser "conscientizado" era foda. "Educar para a mudanca", ou algo assim, era o mote do meu colegio.
Aos poucos, essa papo todo foi ficando chato. Usar os termos entre aspas acima foi virando sinonimo de malice e pelasaquice. Brincar com a propria futilidade e idiossincrasia passou a ser extremamente engracado.
Ai veio o contato com o mundo exterior. Assombro: pessoas eram pelasacas sem vergonha na cara, ou desgraciosamente futeis. Misto sentimento de horror e satisfacao. Sou elite. Sou bem-educado e auto-complacente. E completamente paralisado.
Disjuncao de sonhos e vida.
Tenho 24 anos e ainda nao disse a que vim.
enviada por dalazal
01/02/2004 01:12
Eu avisei que nada tem acontecido por aqui...
enviada por dalazal
01/02/2004 01:10
O Andrew apareceu aqui hoje pra passar o final de semana. (Pausa dramatica: quem sera Andrew?)
Andrew passou o semestre passado aqui no departamento, pra fazer uma pesquisa. O primeiro estudo usando eletroencefalografia pra investigar o processamento de sentencas em Hindi. Nao, Andrew nao eh indiano, eh americano, de San Diego, California. Fala alto, zoneiro, americano mesmo. Mas tambem fala Hindi e Chines fluentemente (aham, nao, eu nao estou com inveja...), alem do Espanhol. Tem 25 anos e esta terminando o doutorado no MIT, em linguistica. Deu aula junto com o Chomsky ano passado (inveja, eu, imagina...).
Sabe aquele papo que a gente ouve, que ninguem eh mais inteligente que ninguem, que eh tudo uma questao de incentivo e entusiasmo? Pois bem, o Andrew eh uma daquelas pessoas que sao a evidencia em contrario. Eh de longe uma das pessoas mais inteligentes com quem eu ja tive contato. Geninho mesmo. Sabe tudo, leu tudo (e nao eh nerd), pensa rapido, fala bem. Viajou o mundo todo (bem, nao todo, mas um bocado), ja dirigiu um documentario sobre a lingua e o povo Zazaki (nota de pe-de-pagina: Uma das etnias Curdas da Turquia, cuja lingua ele estava estudando), teve uma namorada colombiana que mora em Sao Petersburgo e eh traficante internacional de drogas (que ela faz entrar e sair da Russia pelas fronteiras ao sul, inclusive la pros lados do Curdistao, dai o interesse) que largou pra ficar com uma brasileira aqui do departamento. Agora esta disputando uma vaga pra ser professor em Harvard, mas pensa seriamente em largar tudo e ir pro Brasil com a nova namorada brasileira. Pra completar, ele deve ter pouco mais de um metro e meio. Baixinho.
Pois bem, a gente dividiu o escritorio enquanto ele esteve aqui (eu divido o escritorio com mais 4 pessoas). Acabou que ficamos bem amigos. Ele eh de longe o meu melhor amigo aqui nesta terra inospita. Este semestre ele deve voltar pra Boston, pois tem que defender a tese. Fiquei triste quando ele foi embora (ou melhor, quando eu fui), e olha que a menina cuja mesa ele estava usando e que estava na Alemanha durante o semestre mas que ja esta de volta, a Anna, eh MUITO GATA! Fiquei feliz de ve-lo novamente hoje. Um cara legal, de verdade. Enfim, eu sempre reclamo que tenho dificuldades de fazer amizades, entao acho por bem manifestar quando faco uma, ne?
Ah, e eu estou ouvindo A-Ha. Eles tem um disco novo. Saudades dos anos 80 como eu fantasio que foram.
enviada por dalazal
17/01/2004 16:57
Minha cabeca doi.
Ontem sai com o David e o Shiva. Pra quem nao sabe (a esta altura, qualquer um que nao seja eu), sao os caras na casa de quem eu estou ficando ate arranjar um lugar pra ficar. Como eu ja arranjei, como justificar minha permanencia la? Na realidade, eu estou no quarto do terceiro roommate, o Tomohiro (aka Tomo), que esta na terrinha dele.
David eh americano, e esta terminando o doutorado em neurociencia, com um modelo computacional sobre a espinha dorsal humana, e Shiva eh indiano, terminando o doutorado em biologia/neurociencia, mais especificamente sobre o sistema de ecolocacao dos morcegos (os bichinhos gritam e se orientam com uma especie de radar, lembram das aulas de ciencias?).
David e Shiva nao poderiam ser mais diferentes. David eh o primeiro americano socialista que eu conheco, bebe pacas, gosta de futebol e so saiu da casa dos pais ha uns dois ou tres anos. Como ele tem uns trinta e tantos, isso deve ter sido problematico pra ele. Aqui nos EUA, morar com os pais ate tarde eh o equivalente a gostar tanto do Chaves a ponto de se vestir como ele. Mas apesar do que dizem as pressoes sociais, David eh gente fina, conhece coisas a beca e esta longe da imagem do nerd americano lambda lambda lambda.
Shiva, por sua vez eh bem mais jovem, todo "pretty boy" (tem tipo oito pares de sapatos), foi criado no Caribe, mais especificamente na Jamaica, e agora deve estar fornicando la em casa, ja que a namorada dele chegou hoje...
Tomo, o japones, vem de Hiroshima. Esta la agora. Eh companheiro do departamento. Nao sabe lutar carate (sim, eu perguntei).
Enfim, ontem fomos David, Shiva, eu e uns amigos deles prum bar. Pra variar, David comecou a beber e dar em cima das menininhas. Depois de incontaveis foras, conseguiu parar numa mesa que era exatamente o complemento da nossa, um bando de mule juntas. Ficou la arrozando um tempo e trouxe uma pra nossa mesa. De acordo com eles, era a "batedora" delas, pra sacar o clima da nossa mesa. Importante notar que o arrozamento do David foi uma decisao unilateral dele, a gente tava tranquilo, na nossa, conversando sobre o que cada um fazia e essas coisas. Mas como de graca ate injecao na testa...
Acabou que ficamos la batendo papo com a menina, ate que ela volta pra mesa dela, com David atras. Shiva vira pra mim e diz: Vai la, nao discute e vai junto. E eu fui, devidamente encorajado pelo pessoal e pela alta taxa de alcool na minha corrente sanguinea. Chegando la, de onde vc eh, Brazil, cool, hablas espanol, si como no, e de que cidade do Brazil, Rio, as favelas sao deprimentes nao, sim, sao tristes, e vc faz o que aqui, estou comecando meu doutorado e vc, eu estudo comercio internacional, e vc veio direto do Brazil, nao, eu fiz um mestrado em Paris, Oh my god eu amo Paris, vc fala frances, falo, (muita conversa furada em frances), e qual o seu filme predileto, poxa nao sei, tem tantos qual o seu, o meu eh "The emperor's new groove" da Disney vc viu? eu sou igual ao Cuzco todo mundo diz que eu sou igualzinha eh justamente minha personalidade eu adoro aquele filme nossa... Aquele bando de mule, falando uma mais rapido do que a outra e agindo como vc ve nos filmes, com um sonoro "Oh my god" a cada duas frases, mudando de assunto e de foco a cada dois minutos. "Nao basta estar se divertindo, eh preciso mostrar pra todo mundo como vc sabe se divertir" me dizia na mesa um dos caras sobre o comportamento em bares universitarios americanos. Depois: elas zoando um bocado o David por ele ser bem mais velho que elas. E por estar bem mais bebado que elas. E papo furado em frances. E um "vou voltar pra mesa com meus amigos mas se quiser bater mais um papo passa la depois" mais tarde, estava de volta ao circulo de testosterona. Shiva e dois outros caras resolvem ir pra casa. David decide ir prum outro bar, e eu e um dos caras vamos juntos.
Posso ser sincero com vcs? Sem bullshit? There's gonna be a whole lot of black fucking music that I can't fucking dance and a lot of cute girls that I won't nail. Sim David, vc esta bebado.
No outro bar: muita mulezinha dancando. Muito urubu dancando. Muita gente. Muita cerveja. Alguem cagou literalmente no meio do banheiro masculino. Ninguem dando beijo na boca. David importunando muita gente. Sim David, vc esta bebado. Pensamento: muito barulho por nada. Fui pra casa. David ficou.
Conclusao: faca amor, nao faca guerra. Guerra eh uma merda. Em qualquer lugar do mundo.
Minha cabeca doi.
enviada por dalazal
17/01/2004 15:58
Momento obscuro:
http://www.norskfolke.museum.no/prosjekt/mogb/fq/engelsk/engelsk.htm
Isso que da baixar coisas aleatoriamente no soulseek. Como eh que eu vivia antes da internet?
enviada por dalazal
16/01/2004 22:23
Yin Yang - Jarabe de Palo
Pela saco, o que nao me impede de ficar ouvindo em loop enquanto tento fazer um programinha (oops) que me de a frequencia sublexical das palavras do Cobuild corpus.
(nao, eu nao vou explicar o que eh a frequencia sublexical e o que eh o Cobuild corpus... use a imaginacao, provavelmente vai ser muito mais interessante do que a realidade)
enviada por dalazal
14/01/2004 20:03
Fe, obrigado pelo interesse na minha vida, mas so queria dizer que o Tiburcio eh real, sim. Minha vida passa pela dele agora...
Agora serio, eu ainda nao sei muito bem o que colocar nesta budega aqui, nao.
Provavelmente eu devo fazer comentarios meio aleatorios sobre minha existencia, coisas que tenho feito (o que talvez inclua algumas paradas meio malas sobre meu trabalho no laboratorio, que nao sei se terei o talento de PR para tornar interessantes), visto (como o ultimo filme do Woody Allen, "Anything Else"), ou coisas absurdas que me passam pela cabeca (o que nao sao poucas). entao por favor sejam pacientes se por acaso varios posts nao facam muito sentido ou sejam sem pe nem cabeca. Estou numa fase meio dadaista ultimamente (repare que o uso do termo eh leigo), basicamente tenho deixado meu superego meio de lado, e ele fica la, tirando meleca do nariz, meio que na barra da saia da mae, dizendo que quer ir pra casa... entende o que eu quero dizer?
Enfim, acho que este blog vai servir tanto pra mim quanto pra voces... O ritmo de trabalho eh pesado por estas bandas, e as vezes faz bem falar besteira. Repare que nao da pra sair num bar com a galera pra desafogar. Acho que os japoneses do laboratorio, apesar de muito legais, nao entram muito na onda de falar coisas loucas ou bobas sem muito sentido.
Por falar nisso, estou fazendo uma enquete: sera o amendoim japones japones mesmo? Meus informantes niponicos ate agora negam a existencia deste petisco na terra deles.
Enfim, isto era pra ser um comentario pro post da Fe ali embaixo, mas acabou virando um post com vida propria.
enviada por dalazal
14/01/2004 17:46
Bom, agora que eu ja cheguei, arrumei um quarto e estou quase instalado novamente, posso passar as coisas que deixei de fazer na virada do ano. A primeira eh desejar FELIZ ANIVERSARIO aos meus amiguinhos que fazem aniversario perto da virada e que eu simplesmente ignorei: Marcio, Rafael, Samuel, Pedro, Feijo (e se eu esqueci alguem, por favor me perdoe, que as coisas aqui tao corridas e minha memoria pra aniversarios nunca foi boa). Nao eh porque eu sou um mane e nao apareco nunca que eu nao pensei em voces. FELIZ ANIVERSARIO proces, atrasado que seja...
E aproveitando o clima de votos, BOA DEFESA pra Barbs. Sei que se o video estiver bom como os teus textos, ele esta excelente. Alias, me manda o teu telefone que eu tento te ligar. Isso vale pra todo mundo. Minha agenda eletronica morreu, entao estou sem o telefone e coordenadas de quase ninguem.
enviada por dalazal
13/01/2004 19:58
e pra melhorar tudo, estou oficialmente falido. O tempo (e o dinheiro) voam quando a gente esta se divertindo, nao eh?
enviada por dalazal
13/01/2004 19:57
Beleza, minha bagagem extraviada parece que se perdeu... Pelo menos nao acharam ela ate agora e ela ainda nao chegou. Odeio as companhias aereas!
enviada por dalazal
12/01/2004 20:59
Pra dizer que eu nao falei de flores:
Achei um ape! ou melhor um quarto numa casa! Baratinho alem do mais! Ta, 400 dolares nao eh "baratinho" pq eh dinheiro pracacete, mas aqui no Grande Sata, esperar por menos eh viagem...
Devo me mudar em breve.
enviada por dalazal
12/01/2004 20:54
http://portalcen.blog-city.com/read/431287.htm
so digo isso.
enviada por dalazal
12/01/2004 20:28
Bom, aqui estamos, eu, papai noel, tiburcio e sao jorge em marte, o planeta vermelho, da cor do nariz do bozo...
agora falando serio: esses modelos do blig sao um horror, hein... e como todos os meus outros amigos pegaram os unicos razoaveis, eu tive que escolher este aqui.
Eh claro que nao vai ficar assim, mas vamos ver. Em todo o caso, nao se apeguem tanto a este lindo blog que tudo poder mudar dentro de alguns dias, do modelo ate o titulo.
Fora isto, sejam bem vindos.
enviada por dalazal
12/01/2004 20:06
Testando, testando, um dois tres testando...
enviada por dalazal
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